quarta-feira, 21 de julho de 2010

O ELOGIO DA CORRUPÇÃO


Festival de teatro em Luanda. Companhia portuguesa de teatro é recebida com pompa e circunstância em Luanda pela companhia de teatro de angola. O protagonista da peça a apresentar pela companhia portuguesa é Cavaco Silva acompanhado por mais de 115 bailarinas. O cabeça de cartaz da companhia de teatro de angola é dos santos e as duas companhias acordaram interpretar uma peça comum intitulada "o elogio da corrupção".



Os artistas portugueses não vêem, não ouvem, foram só ver. Habituados a viver entre cenários não estranharam o ambiente local. Os cheiros são estranhos: a fumo, a sangue, mas também não foram cheirar. O anfitrião tem uma prisão chamada "Cabinda", mas há prisões em todo o mundo e eles não foram visitar prisões.


Foram só curvar-se à economia "pujante" que o actor dos santos representa, aquela que não paga às companhias de teatro portuguesas. Não sabemos ao certo quantos engraxadores foram na comitiva, apenas sabemos que têm de fazer o trabalho bem feito. Os sapatinhos dos membros da companhia angolana todos limpos e a reluzir.

E o discurso do regresso com mais floreados ou menos floreados é este: "acabamos de visitar o colosso democrático de África, estivemos com o grande obreiro da democracia africana, aquele que acabou com a guerra no seu país e construiu o edifício da bondade e da harmonia. Em angola não há guerra, não há presos políticos, não há corrupção, não há crime, não há pobreza...



... ai angola! O destino de Portugal é angola. Façam fila e partam, há espaço para todos, riqueza a rodos, sorrisos iguais. Eles pagam tudo. Eles ensinam a liberdade. E estão lá instituições portuguesas credíveis, universidades, institutos, associações e.




E todos afiançam que estão a ajudar a construir o futuro." 




Homenagem a André Zeferino Puaty, Raul Tati, Francisco Luemba, aos restantes prisioneiros de jes em Cabinda e ao Povo de Cabinda encarcerado no seu próprio Território.



domingo, 10 de janeiro de 2010

ESCUSADO

Escusado fazer muito ruído com uma pretensa indignação pelo "acto terrorista" que se abateu sobre a comitiva da Selecção do Togo em Cabinda, que todos nós sabemos que não é verdadeiramente sentida. Escusado fingir lágrimas e exibir o repugnante "politicamente correcto" relativamente a esta situação. Escusado procurar "culpados" entre a Resistência Cabinda. Escusados os movimentos dos governos e organizações coniventes com o presidente não eleito de angola e com o seu governo colonial e corrupto, no sentido de com eles se solidarizarem condenando esta acção de "bandidos armados e desordenados". Escusado mentir para tranquilizar a sua própria consciência. Escusado falar-se de uma agenda mundial com outras preocupações que inevitavelmente relegam o problema de Cabinda para o esquecimento. A acção que motivou todo este movimento hipócrita, foi meticulosamente preparada pelo governo terrorista (este, sim!) angolano, começando pela transmissão de duas ideias falsas, a saber: que Cabinda é província angolana e que é um Território em paz. Armadilha: Cabinda não é angola e o Território não está em paz desde os anos sessenta do século passado. Cabinda foi Território independente, confiou na Coroa portuguesa, tornou-se Protectorado e foi vítima da traição portuguesa em 1975 nos acordos do Alvor e do apetite carnívoro do mpla. Este grave incidente ocorrido em Cabinda e envolvendo a Selecção de Futebol de um país irmão é da responsabilidade de angola. ESCUSADO FINGIR MAIS.