quinta-feira, 11 de outubro de 2007

INFORMAÇÃO DIPLOMÁTICA

O artigo anterior (CABINDA, de 24 de Agosto de 2007) inicialmente elaborado para o diário português PÚBLICO (que a Direcção da prestigiada publicação entendeu não divulgar), necessita de uma correcção na parte final da secção com o título "HAVIA DE SURPREENDER", que denuncia um silêncio dos partidos políticos portugueses com representação parlamentar, como resposta a uma solicitação do Presidente da FLEC, no sentido de uma necessária actualização destes, relativamente ao sofrimento do Povo Cabindês: no passado dia 26 de Setembro, o Deputado Dr. Hélder Amaral, Coordenador do CDS-PP na Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros e Comunidades Portuguesas, recebeu em audiência, na Assembleia da República (Lisboa), nas instalações do Grupo Parlamentar do CDS-PP, uma Delegação da FLEC, composta por dois Conselheiros do Presidente da FLEC (D. Luís Carlos Puna e Manuel Falcão) e pelo Representante da FLEC em Portugal (Stephane Barros). A audiência, que se prolongou por aproximadamente cinquenta minutos, decorreu em ambiente pleno de cordialidade e compreensão mútua. O diálogo estabelecido permitiu à Delegação da FLEC expor a situação actual em Cabinda (ainda Protectorado Português) e os objectivos políticos do seu Povo mártir e da sua Representação, a FLEC- Frente de Libertação do Estado de Cabinda, bem como receber indicações relevantes sobre o modo, as prioridades e os jogos da diplomacia internacional.

Para a genuína Resistência à invasão (1975) e consequente ocupação carnívora do Território de Cabinda pelo exército assassino de josé eduardo dos santos este primeiro contacto institucional, concretizado na Sede da Democracia portuguesa, assume importante significado e projecta uma abertura, portanto, uma compreensão da justa Luta do Povo Cabindês pela sua Dignidade, Auto-Determinação e Independência Nacional, bem como sugere o reconhecimento da FLEC como o interlocutor credível e indispensável no processo de resolução do problema de Cabinda.