terça-feira, 2 de janeiro de 2018

FLEC-FAC | INFORMAÇÃO DO REPRESENTANTE EM PORTUGAL

O Tratado de Simulambuco (1 de Fevereiro de 1885) fecha um ciclo de três
tratados celebrados entre os Nobres de Cabinda e a Coroa Portuguesa e
nesse Tratado Cabinda ficou sob Protectorado Português, comprometendo-
se Portugal a manter a integridade dos territórios colocados sob sua
protecção e a respeitar os usos e costumes do país e a consultar posterior e
oportunamente o Povo de Cabinda sobre a continuidade ou não deste regime
de protecção internacional. Esta consulta não foi concretizada e no Acordo do
Alvor Portugal em clara violação do Direiro Internacional entregou Cabinda a
Angola. A Resistência Cabinda iniciada nos Anos 60 do Século XX, contra a
administração do Território por Portugal face à ausência injustificada da
consulta prevista, continuou activa e em guerra a partir da Independência de
Angola (1975) contra a invasão e ocupação angolanas. Após o falecimento
do histórico Presidente Henrique Nzita Tiago (2016) a Resistência
reorganizou-se e elegeu Alexandre Tati como Presidente da FLEC-FAC –
Frente de Libertação do Enclave de Cabinda – Forças Armadas de Cabinda.
E Estanislau Miguel Boma como Chefe da Estado–Maior das FAC. Em
Fevereiro de 2017 a FLEC-FAC nomeou um cidadão português, Manuel de
Souza Falcão, como Representante Político do Movimento em Portugal.
Informa-se que a guerra em Cabinda continua até à realização de
conversações entre a Resistência e o Estado Angolano com
acompanhamento internacional, com o objectivo da Independência total do
Território e da auto-determinação do Povo de Cabinda, pelo que se recusa
liminarmente a continuação da ocupação angolana de Cabinda e qualquer
eventual estatuto de autonomia para o Território de Cabinda. A Resistência
Cabinda considera que o consignado no Tratado de Simulambuco se mantém
em vigor.

Porto, 24 de Fevereiro de 2017